Kingdom of Arcadia | Review

Kingdom of Arcadia é um jogo com inspiração em metroidvanias, que chegou na última quarta-feira, 14, para Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S. Desenvolvido em conjunto pela Ratalaika Games e pelo Spoonbox Studio, e publicado pela eastasiasoft, o título chega ao mercado de forma tímida, sem muito marketing envolvido.

Mas será que a sua discrição é repetida no gameplay? Tivemos acesso antecipado ao jogo e pude finalizá-lo há alguns dias. Bastaram poucas horas de dedicação para concluí-lo e, acredite se quiser, menos ainda para conseguir o troféu de platina, pois não é necessário sequer terminar a narrativa para obtê-lo. Vamos falar sobre Kingdom of Arcadia em mais uma review do Pizza Fria!

Um guia para o gameplay

Kingdom of Arcadia, assim como a grande parte dos metrodvanias do mercado, não traz uma história elaborada. Ela funciona simplesmente como um guia para que a narrativa avance, e é de certa forma, bem previsível. No jogo, você controla ‎Sam, um garoto normal que gosta de videogames. No entanto, seu pai – que tem uma paixão por jogos antigos – mantém uma máquina de arcade no porão, e não deixa nosso herói chegar perto dela em hipótese alguma. Um dia, sozinho em casa, a curiosidade fala mais alto e Sam decide tentar jogar com o fliperama, quando é subitamente puxado para dentro da máquina.

Dentro do fliperama, Sam é reconhecido como o herói lendário enviado para salvar o reino de Arcadia de um poderoso vilão, que destronou outros quatro reinos, tomou posse de quatro cetros mágicos e, se fizer o mesmo em Arcadia, tornará o mundo um local de caos e maldade. Nada muito original, certo? Mas, convenhamos, que uma narrativa mais elaborada dificilmente é encontrada em jogos do gênero. Então, o foco é outro: o gameplay!

Kingdom of Arcadia
A apresentação de Kingdom of Arcadia segue o padrão do gênero (Imagem: Divulgação)

Mais do mesmo

Eu sou um grande fã de metroidvanias e jogos de plataforma e já até falei disso em outras das minhas análises. Mas não se engane, caro leitor. Não é por isso que fecharei os olhos quando vejo algo que pouco, ou nada, agrega ao nosso mercado. Infelizmente, este é o caso de Kingdom of Arcadia. Nosso objeto de análise é um jogo extremamente simples, dos gráficos, ao gameplay, e passando pela trilha sonora. Não é nada muito marcante.

Mas o fato de ser um título simples não o desmerece. Kingdom of Arcadia foge um pouco do padrão metroidvania ao se dividir em quatro mundos, cada um com cinco fases. Em cada uma delas, que o jogo chama de andar, devemos explorar o mapa e encontrar a saída. Tudo é bem óbvio: há monstros que devem ser derrotados com golpes de espada ou atirando facas/machados, e você deve chegar ao final do vivo.

Kingdom of Arcadia
Em algumas das fases, há pontos em que é necessário pegar carona com balões (Imagem: Divulgação)

Se for atingido, é preciso abrir alguns dos baús do jogo e recuperar os corações perdidos. Os inimigos dropam moedas, que são usadas para compra de melhorias na loja, que é a mesma para o jogo todo. Liberou uma melhoria, temos imediatamente a opção acima disponível, até ficarmos com armadura, espada e itens arremessáveis dourados. Tudo extremamente básico, como manda o figurino… dos anos 80/90.

Além disso, como manda o figurino em todo bom metroidvania, há ambientes secretos, que ficam por trás de paredes. Ao encontrá-los, você abrirá caminhos com apresentam baús secretos, que podem conter um dos 20 colecionáveis do jogo, que fazem parte do mais “difícil” dos troféus do jogo. No entanto, para obter a conquista, são necessários apenas 10 destes colecionáveis.

Kingdom of Arcadia
Uma dica: ataque os chefes sem parar, com tudo o que você tiver, e você vai derrotá-los sem dificuldade (Imagem: Divulgação)

Todos os quatro mundos contam com chefes, que estão longe de apresentar uma dificuldade elevada para serem derrotados. Ainda há, dentro de algumas fases específicas, mini chefes, tão fáceis quando inimigos comuns. Ou seja: se você procura dificuldade, não é em Kingdom of Arcadia que você vai encontrar.

Por fim, a parte audiovisual do título segue sua premissa e é ainda mais simples. A trilha sonora só consegue ser um pouco mais marcante no último dos mundos, enquanto os gráficos simples variam de acordo com o reino em que você está. Os mundos são representados por mudanças de chipset, enquanto alguns inimigos mudam de cor, como morcegos, e outros mudam o design, mas mantém os mesmos golpes e dificuldade.

Kingdom of Arcadia
Cada mundo em Kingdom of Arcadia tem sua característica própria, mesmo que sejam bem similares aos outros (Imagem: Divulgação)

Vale a pena comprar Kingdom of Arcadia?

É evidente que, ao ler minha análise até aqui, você já concluiu que se trata de um título extremamente simplório. E isso não é ruim. Por deixar sua proposta bem clara desde o começo, e por oferecer algumas poucas horas de diversão, além de um troféu de platina, ele pode ser mais indicado para um nicho específico de jogadores, focado em troféus e conquistas. No entanto, fãs do gênero podem encontrar algum conforto em jogos de décadas passadas e, de fato, se divertirem jogando o game, como eu fiz.

Aliado à isso, Kingdom of Arcadia é um jogo com preço bem mais baixo do que o usual. Está custando US$ 4,79 para Nintendo Switch e R$ 17,96 para Xbox One e Xbox Series X|S, com cross-buy, ambos com 20% de desconto em celebração ao lançamento. Já as versões de PlayStation 4 e PlayStation 5, também com cross-buy, custam R$ 31,90.

*Review elaborada em um PlayStation 5, com código fornecido pela eastasiasoft.

Kingdom of Arcadia

5.8

História

5.0/10

Gameplay

7.5/10

Gráficos e Sons

6.5/10

Extras

4.0/10

Prós

  • Indicado para fãs de troféus e conquistas
  • Gameplay nostálgico

Contras

  • Trilha sonora pouco envolvente
  • Sem textos em PT-BR

Lucas Soares

Jornalista e fã de videogames desde criança. Já teve Mega Drive, Game Boy Color, PS1, PS2, PS3, PS4, PSVR, PS Vita, Nintendo 3DS e agora tem "só" um PS5 e um PC Gamer. Para ele, o melhor jogo da história é Chrono Trigger, mas Metal Gear Solid 3, Final Fantasy X, The Last of Us Part II e Red Dead Redemption 2 completam o Top-5.